O momento do voto é um dos ápices na democracia, em que cidadãos elegem outros cidadãos para representá-los em suas cidades, Estado e país. Mesmo com todos os problemas enfrentados, felizmente o Brasil possui uma democracia forte e as eleições ocorrem de maneira livre, salvo ocorrências que entram para as exceções. Porém, por desinteresse ou talvez por descrença, assuntos políticos são deixados de lado pela grande maioria, deixando que seu controle seja assumido por minorias, como grandes veículos de comunicação, partidos políticos majoritários e interesses privados.

Mas já parou para pensar que os senhores e senhoras que estão nas câmaras e palácios são pessoas comuns, eleitas por você? Que o nosso senso crítico é capaz de julgar propostas oferecidas? Que, em proporções menores, podemos julgar o passado dos candidatos? E outra, você é capaz de influenciar a política da sua cidade, Estado ou país com a simples cobrança, mobilização e participação nas reuniões e discussões? Vivemos numa era em que o excesso de informação nos deixa de certa forma apático e apesar de nos irritarmos com tanta corrupção e apatia dos governantes, deixamos de lado qualquer forma de protesto.
Mas como o Brasil vai melhorar se exercemos a democracia somente de dois em dois anos, quando elegemos prefeitos, vereadores, presidente e os demais? De acordo com uma pesquisa realizada pela ComScore, apenas 2% dos usuários brasileiros da Internet acessam conteúdo político, contra os 9,8% nos EUA. O acesso a conteúdo político deve ser visto com o senso crítico para que crie senso crítico de análise. E a falta de interesse e a descrença certamente contribuem para esse baixo índice, mas depende de alguém para mudar isso e esse alguém é o cidadão comum, ou seja, todos nós.
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Fonte: Hoje em Dia | Primeira Página | 19/8/2010
Dos 53 Deputados Federais de Minas, apenas sete compareceram a pelo menos 90% das reuniões deliberativas no primeiro semestre. Nenhum registrou a presença em todas. Alexandre Silveira (PPS) é o campeão de faltas. Ontem, a Câmara desistiu do esforço concentrado para destrancar a pauta. Por causa do envolvimento dos parlamentares na campanha eleitoral, desde julho a Casa não votou qualquer projeto.
Os dez mais faltosos
Alexandre Silveira (PPS): 68,4% de faltas
Miguel Corrêa (PT): 47,5% de faltas
Ciro Pedrosa (PV): 45,8% de faltas
Mário de Oliveira (PSC): 44,1% de faltas
Jaime Martins (PR): 44,1% de faltas
José Vasconcellos (PR): 44,1% de faltas
José Fernando A. Oliveira (PV): 44,1% de faltas
Lael Varella (DEM): 44,1% de faltas
Mauro Lopes (PMDB): 40,7% de faltas
Narcio Rodrigues (PSDB): 40,7% de faltas
Fonte: Hoje em Dia | Primeira Página | 19/8/2010
Para a alegria de alguns e tristeza de outros, terça feira, dia 17/08, temos início ao horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, para as eleições de 2010. Para alguns, um bom momento para dar risadas; para outros, hora de desligar a TV ou assistir um filme, talvez escutar uma música. Fato é que o horário eleitoral é ignorado por muitos e não há necessidade de realizar uma pesquisa quantitativa para saber disso. Você assiste? Por quanto tempo? Você decide o seu voto somente por assistir?

BRASÍLIA – O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Mozart Valadares, disse nesta terça-feira (10) que o maior prejudicado com a venda de votos é o eleitor, que “perde a cidadania, o direito de escolher livremente seus governantes.”
Em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a entidade lançou a campanha ‘Não Vendo Meu Voto’, com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a importância da escolha de seus candidatos.
“A campanha visa a fazer com que o eleitor tenha consciência da importância da democracia e de sua participação no processo eleitoral”, disse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski. “É preciso que o eleitor conheça as ideias e planos do candidato, saiba com um pouco de detalhe o que faz cada ocupante do cargo em disputa e entenda que seu voto é muito precioso e está protegido de qualquer tipo de pressão”, completou.
A legislação eleitoral pune com a cassação do registro ou do diploma – além do pagamento de mil a 50 mil Ufir (R$ 53.205) – o candidato que doar, oferecer, prometer, ou entregar bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, ao eleitor com a intenção de obter seu voto.
A campanha também vai orientar o eleitor quanto às novas regras eleitorais, como a que exige a apresentação de documento com foto, além do título de eleitor, no momento da votação.
Fonte: Hoje em Dia
Compete ao deputado federal o ato de legislar e manter-se como guardião fiel das leis e dogmas constitucionais nacionais, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar, derrogarleis, leis complementares, emenda à Constituição federal e propor emenda para a constituição de um novo Congresso Constituinte (para confecção de nova Constituição).

Atualmente, são quinhentos e treze deputados federais: seu número é estabelecido em lei complementar, no ano anterior às eleições. A representatividade de cada estado é proporcional ao número de habitantes.












