BRASÍLIA – O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Mozart Valadares, disse nesta terça-feira (10) que o maior prejudicado com a venda de votos é o eleitor, que “perde a cidadania, o direito de escolher livremente seus governantes.”
Em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a entidade lançou a campanha ‘Não Vendo Meu Voto’, com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a importância da escolha de seus candidatos.
“A campanha visa a fazer com que o eleitor tenha consciência da importância da democracia e de sua participação no processo eleitoral”, disse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski. “É preciso que o eleitor conheça as ideias e planos do candidato, saiba com um pouco de detalhe o que faz cada ocupante do cargo em disputa e entenda que seu voto é muito precioso e está protegido de qualquer tipo de pressão”, completou.
A legislação eleitoral pune com a cassação do registro ou do diploma – além do pagamento de mil a 50 mil Ufir (R$ 53.205) – o candidato que doar, oferecer, prometer, ou entregar bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, ao eleitor com a intenção de obter seu voto.
A campanha também vai orientar o eleitor quanto às novas regras eleitorais, como a que exige a apresentação de documento com foto, além do título de eleitor, no momento da votação.
Fonte: Hoje em Dia
O ano de 2010 deixa um novo marco na história das campanhas eleitorais no Brasil, sendo a primeira em que a Internet ganha maior importância e investimento por parte dos candidatos de todas as esferas e partidos. Por outro lado, muitos ainda a encaram como um modismo e faz um uso amador ou menospreza o poder do uso das ferramentas e das estratégias que se pode realizar com elas. Porém, o maior marco talvez não seja no seu uso em si, mas o que ela representa àqueles que votarão.
Não sei exatamente qual é o seu uso da rede, mas possivelmente já tenha percebido o quanto aumentou a facilidade de se conversar com os candidatos (e possivelmente futuros representantes); propor projetos que atinjam a sua comunidade; reclamar de algo que seu candidato tenha dito; discutir, de verdade. Ou seja, a campanha saiu de simples distribuição de santinhos e o voto naquele com maior poder de distribuição, para ser aquele em que o poder está no diálogo. Avalie quantas portas abertas o seu candidato lhe deixa: se não permite o diálogo agora, não espere que o faça quando estiver no poder. E não se iluda, porque simplesmente possuir conta em 173 redes sociais não garante uma conversa ou um conteúdo interessante que vá lhe acrescentar algo.











